domingo, 30 de julho de 2017

Clara Arreguy e Fred Maia em Belo Horizonte

Clara Arreguy e Fred Maia lançam seus livros dia 5 de agosto de 2017, sábado, às 10 horas, na Livraria Ouvidor Savassi (Rua Fernandes Tourinho, 253), em Belo Horizonte. A escritora lança seus dois novos livros 1974 e A Vovó fala tudo errado pela Outubro Edições, enquanto Fred Maia faz o lançamento de seu primeiro livro Os Intrépidos e o caso do lixo tóxico, da Franco Editora, desta vez em Belo Horizonte.



terça-feira, 13 de junho de 2017

Os Intrépidos e o caso do lixo tóxico, de Fred Maia

Será no dia 17 de junho de 2017, sábado, de 18 às 19h, o lançamento do livro de Fred Maia, Os Intrépidos e o caso do lixo tóxico, da Franco Editora, durante a Feira do Livro que ocorre em Brasília, DF, no Pátio Shopping - estande da Arco-Iris Distribuidora.

O livro tem ilustrações de Cris Alhadeff.

Um trabalho em grupo na escola leva Zeca e seus colegas a se envolverem em uma emocionante trama investigativa: a origem de um perigoso lixo tóxico encoberto por autoridades corruptas.

sábado, 18 de março de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Antônio Sérgio Bueno comenta o livro 'Sobre voo', de Léo Kildare Louback

Fred Maia e Léo Kildare Louback - foto de Mércia Costa
 
Análise: ensaísta e professor Antônio Sérgio Bueno comenta o livro 'Sobre voo'
O ator e dramaturgo Léo Kildare Louback lança 26 narrativas curtas que evidenciam cuidadoso trabalho de linguagem

Por Antônio Sérgio Bueno



Quando comecei a ler Sobre voo ou a literatura nasce com a morte de um pássaro, narrativas de espécie indefinida entre o conto e a crônica, não tinha nenhuma expectativa de encontrar textos que provocassem em mim qualquer adesão emocional. Por isso compartilho com meus eventuais leitores minha satisfação em experimentar um gostoso susto diante destas narrativas nada convencionais. Talvez porque esta escrita nasça de uma personalidade multifacetada do autor que é também ator, dramaturgo, tradutor e professor de alemão, entre outras atividades. Estes textos encenam, através de uma luta dramática com a palavra, um jeito muito pessoal de estar no mundo e que me atrevo a resumir numa palavra: intensidade. Quanto à aventura verbal desta coletânea, preciso de duas palavras para tentar caracterizá-la: necessidade e experimentação.


Procuro agora, sem pretensões de aprofundamento, dar uma notícia metonímica dessa obra, ou seja, curtos comentários sobre cinco narrativas, selecionadas por meu gosto pessoal, para, em seguida, tentar alguma síntese, à guisa de conclusão.

SOBRE ELA () O título deste primeiro conto intriga por causa dos parênteses tão próximos um do outro, que podem figurar um vazio, uma fenda e até uma genitália feminina (o texto autoriza esta interpretação). A voz do narrador não é unívoca: apresenta-se como feminina e na primeira pessoa: “Quando eu estiver velha...”, mas na página seguinte esta feminilidade é posta em questão: “Já me fantasiei de mulher...”. As frases são, quase todas, curtas ou curtíssimas.. Mas, às vezes, as vírgulas desaparecem e tudo se atropela numa longa sequência simultaneísta. Palavras como cena, gravando, filmar e plano apontam para o cinema como arte de referência.

SODA CÁUSTICA O narrador delimita um tempo – final de semana –, propício ao exercício da solidão: “Estou só.” Uma câmera outra vez parece passear pelo ambiente (uma cozinha). Algumas palavras de sentido escatológico, como cagar e bosta reverberam na frase “o papel higiênico foi inventado em Chicago” e na expressão “Grande Boston!”. Note-se ainda a ambiguidade em palito (ó), em que se pode ler palito e paletó, a bela sinestesia em “Pit Bull ...fica me olhando com esse tom de voz” e a assonância da vogal aberta “ó” na sequência “E gosto. E gozo”. E esta narrativa termina com uma forma verbal transitiva usada intransitivamente, tão solitária quanto o próprio narrador e que traduz seu sentimento de desforra: “Esmaguei”.

MARIA, O BOLO E EU Representação de um desejo espelhado, o desejo de um desejo do outro. O narrador deseja o desejo de Maria pelo bolo, como se vê nesta frase ambígua: “Passei a desejar o bolo muito mais que a própria Maria”. Ambiguidade que, para meu pesar, o narrador se apressa em desfazer: “Não que eu desejasse Maria”. Estamos diante de uma alegoria da paixão amorosa: “Minha paixão pelo bolo...”, “... quase um tremor de terra". Há uma reflexão metalinguística sobre as vozes ativa e passiva dos verbos: a frase de abertura do texto é “Maria comeu o bolo”, que evoca antigas cartilhas de alfabetização, com frases como “vovô viu a uva”. A frase “o bolo foi comido por Maria” aparece em destaque na página e, segundo o próprio narrador, essa passividade desperta suas fantasias (necessário dizer "sexuais"?). O bolo parece-me óbvia metáfora de um objeto de desejo. Daí o brilhante achado da ambígua frase final: “E como ele...”.

SOBRE VOO Conto que dá título à coletânea. Referindo-se a um pássaro morto, ficou ótima a ambiguidade da frase “tanta pena”. Bom também o neologismo “ofeguei-me” para traduzir o cansaço da narradora. O final é de notável delicadeza lírica: “...repousar, um dia sequer (devia ser 'pelo menos') naquela nuvem com formato de urso de pelúcia que ganhei da minha avó”. Por isso, acho que se aplica à narradora esta frase (creio que de Rimbaud), que cito de memória: “Par délicatesse, j'ai perdu ma vie”.

SOBRADINHO Apresenta pequenas e intensas experiências humanas (não importa se reais ou imaginárias) vividas pelo narrador, compondo a tragédia demasiadamente humana da cidade (que dá título a esta narrativa) no sertão da Bahia. Impõem-se algumas observações de ordem técnica: o belo ritmo desta frase, na qual reponta um pertinente neologismo: “Galhos e mais galhos nordestinam minha paisagem curiosa de turista desinformado”; como em outras narrativas, aqui também aparecem algumas indagações essenciais: “Onde fica minha casa? Aqui? No Peru? Em Düsseldorf? Ou em mim?”.
“Preciso escrever.” Essa frase que abre o conto Capítulo um é a grande chave de leitura deste livro. É como se dissesse: “Se você puder não escrever, então não escreva!”. A página branca tanto pode gritar pela palavra, quando ser sedução do silêncio. Outra frase que traz água para o mesmo moinho: “Precisava falar”. Léo Kildare Louback tem uma relação visceral com a palavra.
Eis algumas linhas de força na escrita deste autor:
- sintaxe inusitada: “matar aquela que me à vida trouxe”, “dez infinitos talvez mais minutos depois...”, “nada haver sozinho”. O que está sendo dito é contorcido também por esta sintaxe;
- exercício de outrar-se: basta lembrar a constante variação interna do narrador, uma desidentificação permanente, ou, para falar como Raul Seixas, uma metamorfose ambulante. Num mesmo parágrafo, um narrador em terceira pessoa convive com um narrador em primeira pessoa: "Ele foi para o quarto e se despiu (...) Pensando bem, eu tenho muito mais pelos...” O narrador pode ser até um animal: “Mas ele, de muito tentar e pouco entender, conseguiu cortar meu rabo...” Dessa tendência a nublar a identidade faz parte a mistura do discurso indireto livre no discurso direto: “Ela continuava com movimentos constantes das antenas o que sentem?” ou “ele se assustou e perguntou se eu está bem meu filho?” Essa paixão de ser o outro se mostra ainda na mistura de idiomas presente em várias narrativas: Em Jota Jota, os nomes dos pais do protagonista Ed são World e Welta (Mundo e Munda, já que Welt é “mundo”, em alemão);
- os paradoxos: o paradoxo é uma figura de pensamento acessada para traduzir o intraduzível, expressar o inexprimível: "Muito barulho ecoando nos corpos mudos e atônitos”, “tão pouco me conhece tanto”, ou “palpável ao extremo para inexistir”;
- alteração na grafia das palavras para sugerir sensações: “...sentir os espasmos da irmã quannnnndo ela os tinha”, as palavras oco e pedaço aparecem esgarçadas e as letras da frase “minha ilusão arco-íris” espalham-se por toda a página;
- neologismos funcionais: "Adeuse-se de mim para sempre”, “ele deve amargar o peso de deixar as coisas tomarem o desrumo que tomaram e “fazer essas pessoas falarem de si através dos próprios corpos...”;
- frases elípticas como signo de falta: “Ed adoraria a surpresa, pensou o zeloso”, no caso, o zeloso pai; “a gente morre por querer demais o que.”, ou “mas.”;
- linguagem poética: tal linguagem é, ao mesmo tempo, o único caminho e um obstáculo para revelar a substância do que urge ser dito: “...a vida não brisa”, “...aquele branco banco daquela praça”; ou “um amor recente e não obstante crescente. só quis mesmo tomar chuva.”.
O texto que encerra este livro enseja também o final destes comentários. O título é , Frustrante. (iniciado mesmo por uma vírgula e com ponto final) e dá conta da insatisfação do narrador por não ter conseguido contar “o que ainda não foi contado”. A meu ver, tal frustração não se justifica porque, do jeito que a vida foi contada aqui, ninguém jamais a contou. O conto e o livro se encerram com um poema concreto de um único verso abissalmente vertical, composto por estas palavras: “Estamos todos à beira da morte”. Esta verticalidade vertiginosa sintetiza, a meu ver, no espaço branco (quase vazio) de uma página, uma figuração da existência humana nestes tempos travestidos e performáticos que estamos vivendo.



    Antônio Sérgio Bueno foi professor de literatura brasileira na UFMG por 30 anos. É mestre em literatura brasileira pela UFMG, doutor em literatura comparada pela UFMG e autor dos livros 'O modernismo em Belo Horizonte' (1982), 'Affonso Ávila' (1993) e 'Vísceras da memória: uma leitura da obra de Pedro Nava' (1997), todos pela Editora UFMG.


SOBRE VOO OU A LITERATURA NASCE COM A MORTE DE UM PÁSSARO
De Léo Kildare Louback
Scriptum
96 páginas
R$ 40


fonte: http://www.uai.com.br/app/noticia/artes-e-livros/2017/02/10/noticias-artes-e-livros,201618/analise-ensaista-antonio-sergio-bueno-comenta-o-livro-sobre-voo.shtml

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Zé Espinguela e o Grupo do Pai Alufá - Arimê








Zé Espinguéla e o Grupo do Pai Alufá: Garuanê - (Zé Espinguéla/Donga). Este é um dos três únicos registros conhecidos da voz de José Gomes da Costa o "Zé Espinguéla", também conhecido por "Pai Alufá". Zé Espinguéla foi um dos fundadores da Mangueira, organizador pioneiro dos concursos de Samba e era sacerdote (Alufá) da nação Mussurumim (influência Islâmica). Esta gravação foi feita a bordo do navio Uruguai em 7 de agosto de 1940 e faz parte do álbum "Native Brazilian Music" (são 8 discos 78 Rpm). No álbum esta corima foi denominada "Macumba de Iansã"". A moça que aparece ao lado de Zé Espinguéla nas fotos é a cantora/atriz e dançarina Anita Othero que era sua filha de santo e foi a rainha do Bloco Sôdade do Cordão.



sábado, 28 de maio de 2016

Fred Maia em Society6

Convido todos a visitarem a minha página no site Society6. Lá você encontra vários produtos que trazem minha arte estampada neles como t-shirts, almofadas, relógios, bolsas e muito mais coisas!


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Espero vocês lá!

https://society6.com/fredericomaia

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fred Maia em VIDA

    Queridos amigos,


     Estou muito feliz de compartilhar com vocês a minha mais recente coleção em colaboração com site VIDA!

     Esta coleção reúne algumas de minhas melhores fotomanipulações e é muito representativa de meu trabalho como artista. Estou muito orgulhoso por compartilhá-la com vocês.

     VIDA é um novo tipo de empresa de moda via comércio eletrônico que conecta artistas de todo o mundo com os produtores para levar nosso trabalho até vocês.

   
     Visite minha coleção em: http://www.shopvida.com/collections/voices/frederico-maia

     Obrigado,
     Fred

 
*  *  *

   Dear friends,

    I'm thrilled to share with you my latest collection on VIDA!

    This collection represents some of my best artwork from over the years and is very authentic to who I am as an artist. I'm really proud today to share this work with you.

    I'm really excited to collaborate with VIDA for this collection. VIDA is a new kind of fashion ecommerce company that connects artists like me all over the world with producers to bring our work to life. For every product sold, VIDA hopes to provide the gift of literacy to the makers they work with.

    Below are some of my favorite items from this collection.
   
VISIT MY COLLECTION AT: http://www.shopvida.com/collections/voices/frederico-maia

    Thank you,
    Fred

terça-feira, 1 de março de 2016

Walter Smetak, o Alquimista dos Sons

No dia 12 de fevereiro comemorou-se 103 anos de nascimento do músico, compositor, escritor, escultor e, sobretudo, inventor de instrumentos musicais, o luthier do novo mundo Anton Walter Smetak, suíço que adotou o Brasil em 1937, fixando-se na Bahia a partir de 1957. Filho de um casal tcheco que habitava a cidade de Zurique.

Smetak desde cedo teve contato com a música. Em 1929, ingressou no Conservatório de Zurique. Continuou seus estudos no Mozarteum de Salzburg e diplomou-se como concertista de violoncelo em Viena.

Em 1937 mudou-se para o Brasil, contratado por uma Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Descobriu apenas após sua chegada que a orquestra já não existia mais. Passa a viver em São Paulo e Rio de Janeiro, tocando em festas, cassinos, orquestras de rádio.

Trabalhou durante alguns anos como músico contratado na Orquestra Sinfônica Brasileira, atuando também na Rádio Nacional, Rádio Tupi, Rádio Guanabara e no Teatro Municipal. Em São Paulo, trabalhou em 1952 no Teatro Municipal e, mais tarde, nas rádios Record e Bandeirantes. Acompanha cantores em gravações e chega a tocar com Carmem Miranda.

Em 1957 muda-se para Salvador, na Bahia, chamado por Hans Joachim Koellreuter, onde passa a ser pesquisador e professor na Universidade Federal da Bahia. Lá conhece a teosofia e passa a realizar pesquisas sonoras. Constrói uma oficina onde cria instrumentos musicais com tubos de PVC, cabaças, isopor e outros materiais pouco usuais. Alguns dos instrumentos não têm utilidade puramente musical. São esculturas influenciadas por sua forma mística de encarar a música e as formas.

Ao longo de sua permanência na UFBa, o músico construiu cerca de 150 destes instrumentos, os quais chamou de "plásticas sonoras". Além disso atuou como violoncelista na Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia e lecionava som e acústica. A partir de 1969, sua oficina passou a ser frequentada por Gilberto Gil, Aderbal Duarte e Tuzé de Abreu. Além deles, também foram seus alunos Tom Zé, Gereba, Djalma Correia, Bira Reis e Marco Antônio Guimarães, fundador do grupo mineiro Uakti, entre tantos outros.

Para executar seus instrumentos, criou, com os alunos da Universidade o "Grupo de Mendigos" que realizou apresentações na Bahia e em São Paulo.

Em 1972, Caetano Veloso citou Smetak na canção "Épico": "Smetak, Smetak & Musak & Smetak & Musak & Razão". Walter Smetak foi um artista profundamente inquieto tendo influenciando toda uma geração de músicos.

Sua obra abordou diretamente as questões mais relevantes para o criador musical no século XX. Ele faleceu em Salvador no dia 30 de maio de 1984, aos 71 anos.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Lançamento da biografia de José Henriques Maia

Livro escrito por Maria Clara Arreguy Maia, a ser lançado pela Outubro Edições. O lançamento acontecerá em Belo Horizonte, dia 31 de outubro de 2015 e comemorará os 100 anos de nascimento do poeta mineiro.