quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fred Maia - Conto II

E por aí ia seguindo aquela frenesia verbológica sem fim como que saída dumas dunas claras em cortes anais, sérvias, croatas, colocadas as cloacas miradas ao sol, surgentes as luas, as fontes fidedignas ou não, sarcásticos os algozes, os demiurgos brilhantes, querentes os quistos holográficos todavia inócuos. Sob a arte havia rupta pintoba, diábolo enfermo realismando elimínimos gostos de meninos ativos. Omar sem sal. Calma, isso é só o começo. O dejavi: sinto que venta, a porta abre fecha, a mala fora do lugar faz pensar que podia empurrá-la ou cerrar a janela. Não botar letra maiúscula jamais, não. Só não quero e mudo de assunto. De versão. Só pisar na calada vendo os outros sendo às vezes sim às vezes não: legal. A meninada brincando às bikes em corridas coadas e o menor ficando pra trás, sempre, o esforço estampa do rosto. Já é passado mas agora não. Estou vendo. Nem notei se saíram pra podermos fumar um em paz. Volta a flanar o disco de três letras enquanto ama a música que vai e acaba. Tédio sem a terrinha mágica absorvida na manhã fria, desbotado teatro d’acord em Baco e preto: esquecera da terceira gaveta. Ponteei os imóveis relógios, cacas caras de tarde da noite, cocos gostos de insônia da Sônia, olê leites da veia das veias. Amam mortes morridas em sonho, façam fartas faturas de cânhamo fundidas ao banho. Gente estou cada em barris de carvalho: apodrece. Luto o ludo há dias de logo, um jogo sempre sem músculos, mesmo saudáveis saudosos em situações combinadas, construídas sobre confusões sobre rabiscos sonoros, artificiais, rabiscos. Canso e causo um conto de mentiramente real. Moral: amor ao.




foto e colagem de Mércia Costa

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